(CORONAVÍRUS) RETOMADA CONSCIENTE NA CAPITAL PAULISTA

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quarta-feira (27) a prorrogação da quarentena por mais 15 dias, e um plano de flexibilização progressivo da quarentena, medida de isolamento social adotada no estado para evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19). 

O plano denominado pelo governo como “retomada consciente”, prevê cinco etapas e divide o estado por regiões, a depender da classificação de setores da economia que podem, ou não abrir. 

A capital paulista foi classificada pelo governo como em fase de controle, ou seja, município no qual a gestão estadual está em fase de atenção para eventuais liberações. Sendo assim, poderão reabrir, com restrições, na capital paulista, a partir do dia 1º de junho:

– Atividades imobiliárias

– Concessionárias

– Comércio

– Shoppings Centers

No caso dos Shoppings Centers, a recomendação é que eles funcionem apenas por 4 horas por dia e com limitação no uso da praça de alimentação.

“A ideia é que isso seja feito com restrição de fluxos e de horários e também com medidas rígidas de distanciamento. O equivalente em caso de Shoppings Centers seria um fluxo em torno de 20% da capacidade original, respeitando o distanciamento de 1,5 m, o horário reduzido a recomendação inicial seria de funcionamento de 4 horas nessa etapa e limitação do uso de praça de alimentação”, disse Patrícia Ellen.

De acordo com o plano, a flexibilização deverá ser feita por decreto pelos prefeitos das cidades observando também os planos regionais. 

Os municípios só poderão flexibilizar os setores da economia permitidos por sua fase e desde que atendam a adesão aos protocolos de testagem e que os prefeitos apresentem fundamentação científica para liberação que cite fatores locais relacionados ao município.

Pelo plano, as regiões serão classificadas como alerta máximo (vermelho), controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul).

De acordo com o governo, uma região só pode passar a um maior relaxamento após 14 dias, ainda, segundo a gestão estadual, a reavaliação só ocorrerá em período menor caso haja informações relevantes que exijam, excepcionalmente, uma revisão.

“A primeira fase que é a vermelha é de alerta máximo, onde há uma fase de contaminação com liberação apenas pra serviços essenciais devido ao alto risco de transmissão. A fase 2 é a de controle, é uma fase de atenção que temos que realmente ainda ter medidas restritivas, mas já é possível iniciar uma flexibilização com medidas mais restritivas em alguns setores de menor risco pra saúde. Na fase 3 é a etapa de flexibilização, a gente já inicia uma abertura ainda controlada também, mas de um número maior de setores. A fase 4 que é a abertura parcial a gente já tem um nível de abertura maior também com restrições. Para finalizar, a fase do normal controlado, o equivalente seria que todos os controles já estariam em funcionamento, mas sempre com as medidas de distanciamento e higiene”, disse a secretária de desenvolvimento econômico do governo de São Paulo, Patrícia Ellen.

A classificação de cada região leva em consideração uma série de critérios, entre eles, taxa de ocupação de UTIs e total de leitos a cada 100 mil habitantes. Esses indicadores são avaliados junto com dados de mortes, casos e internações por Covid-19. O governo não revelou, no entanto, qual é o peso dado para cada indicador na definição das fases por região.

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