DORIA CEDE A PRESSÃO DE PREFEITOS NO RELAXAMENTO DA QUARENTENA

O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (29), a mudança na divisão das cidades da Grande São Paulo para classificação de fases para que a quarentena seja realizada nos municípios que circundam a capital paulista.

A alteração vem após reclamações públicas de prefeitos da região metropolitana, como das cidades do ABC, da região Oeste e do Alto Tietê, por exemplo, questionando os critérios adotados na classificação dos municípios quanto à reabertura das atividades econômicas, o trânsito e a demanda de transporte que será gerada entre a cidade de São Paulo e municípios em torno.

Segundo o Governador João Dória a região metropolitana será dividida em cinco regiões de Saúde e haverá análises mais específicas para a retomada das atividades econômicas.

O vice-governador Rodrigo Garcia disse que não significa mudança de fase de controle da quarentena de forma imediata, mas análise do desempenho de cada um destes grupos de cidades quanto a critérios, como transmissibilidade do vírus, evolução da doença e vagas em UTIs.

O secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, acrescentou dizendo que o principal critério será a capacidade hospitalar.

Até terça-feira será feita a primeira aferição de dados destas cinco regiões, e os resultados que serão divulgados na próxima quarta-feira.

Doria negou que cedeu a pressões políticas de prefeitos e disse que houve diálogo.

Ao todo, a Grande São Paulo tem 38 cidades mais a capital paulista, totalizando 39 municípios.

A Região Metropolitana foi dividida em 5 sub-regiões:

Norte: Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Mairiporã;

Leste: Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano;

Sudeste: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul;

Sudoeste: Cotia, Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Taboão da Serra, Vargem Grande Paulista;

Oeste: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana do Parnaíba.

De acordo com a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, cada fase terá um nível de restrição diferente e cita exemplo de shoppings e comércio:

“Na fase 2, a abertura do comércio e shoppings será de 20% e com funcionamento de 4 horas. Na fase 3, capacidade de 40% e 6 horas de funcionamento”, de acordo com Patricia Ellen.

Na mesma coletiva, o prefeito da capital paulista, Bruno Covas, reforçou o que havia declarado; apesar da permissão do Governo do Estado da retomada de parte das atividades na fase laranja de flexibilização, nada vai abrir no dia 1º de junho sem antes a definição dos protocolos de saúde e segurança. Covas disse que haverá multa e fiscalização para quem abrir sem os protocolos definidos.

“Se alguns desavisados abrirem, na segunda teremos uma fiscalização mais intensificada”, disse Covas.

Como haverá um aumento da demanda de pessoas pelo transporte público, o Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, informou que haverá um aumento da frota, chegando à capacidade máxima de 100% no horário de maior movimento para evitar aglomerações em trem e estações.

Já o prefeito Bruno Covas, da capital paulista, prometeu que serão colocados à disposição em torno de dois mil ônibus municipais. 

O Governo do Estado de São Paulo criou cinco fases de flexibilização divididas por cores.

Fase 1 (Vermelha): Alerta Máximo – Fase de contaminação com liberação apenas para serviços essenciais (como é agora);

Fase 2 (Laranja): Controle – Fase de atenção, com eventuais liberações;

Fase 3 (Amarela): Flexibilização – Fase controlada, com maior liberação de atividades;

Fase 4 (Verde): Abertura Parcial – Fase decrescente, com menores restrições;

Fase 5 (Azul): Normal Controlado – Fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos de segurança e higiene.

O Estado foi dividido em 17 regiões e, segundo o Governo do Estado de São Paulo, com exceção da capital, todos os municípios da Grande São Paulo e também da Baixada Santista e de Registro permanecem na fase vermelha e não terão nenhum tipo de mudança na quarentena em vigor desde o dia 24 de março. Nas três regiões, o sistema de saúde está pressionado por altas taxas de ocupação de UTI e avanço de casos confirmados de pacientes com o novo coronavírus.

Em nota, o Governo do Estado de São Paulo relacionou os critérios e as fases da retomada da economia:

– A retomada consciente dos setores da economia começa a funcionar em 1º de junho. O Estado está dividido em 17 Departamentos Regionais de Saúde, que estão categorizados segundo uma escala de cinco níveis de abertura econômica. Cada região poderá reabrir determinados setores de acordo com a fase em que se encontra. As regras são: média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes com coronavírus, número de novas internações no mesmo período e o número de óbitos;

– A requalificação de fase para mais restritiva será feita semanalmente, caso a região tenha piora nos índices. Para que haja uma promoção a uma fase com menos restrições e mais aberturas, serão necessárias duas semanas;

– O Plano São Paulo dá autonomia para que prefeitos diminuam ou aumentem as restrições de acordo com os limites estabelecidos pelo Estado, desde que apresentem os pré-requisitos embasados em definições técnicas e científicas.

BOM PRATO GRÁTIS

O Bom Prato passa a ser gratuito nas 59 unidades espalhadas pelo estado de São Paulo a partir de 1º de junho por três meses, exclusivamente para moradores em situação de rua registrados nos municípios.  

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