ESTADO DE SÃO PAULO VAI CORTAR R$ 2,3 BILHÕES COM A MÁQUINA PÚBLICA

Durante entrevista coletiva de imprensa nesta terça-feira (14) no Palácio dos Bandeirantes o governador do estado de São Paulo, João Doria anunciou que haverá um corte de R$ 2,3 bilhões na máquina pública estadual. “É uma determinação do governo para cumprir os compromissos e para ultrapassar essa fase”, afirmou Doria.

O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, afirmou que o Estado deverá observar as despesas que podem ser reduzidas ou evitadas para preservar recursos, salários e empregos. De acordo com o governo, haverá uma queda na arrecadação do ICMS no valor de R$ 10 bilhões em 90 dias. “Haverá uma queda de 6% na atividade econômica em abril, um aumento de 5% na inadimplência e uma queda de 30% nas importações”, afirmou Garcia.

Rodrigo Garcia anunciou medidas de austeridade fiscal e afirmou que, se nada for feito, vai ocorrer um déficit de caixa estimado de R$ 2 bilhões, em junho, e de R$ 4 bilhões, em julho. “O estado revisou os gastos durante o período de calamidade, preservando servidores de segurança pública e saúde”, afirmou, incluindo que as despesas mensais do estado de São Paulo são na ordem de R$ 12 bilhões por mês. 

A segunda medida tomado pelo governo suspende novas aquisições, locações de imóveis, entre outros novos contratos que seriam realizados pelo governo.  O vice-governador também anunciou a suspensão de pagamento antecipado do 13º salário, que ocorria na data de aniversário do servidor. O pagamento será realizado, segundo o governo somente em dezembro, assim como o 1/3 de férias. As bonificações de resultados também estão suspensas, com exceção dos servidores de segurança e saúde.

“É um esforço que está sendo feito e compartilhado com secretários, dirigentes de estatais e servidores do estado. O sacrifício é de todos e deve ser de todos. Estamos vivendo uma gravíssima crise”, afirmou o governador.

O vice-governador afirmou que “o que cabe ao estado foi feito, que é o não pagamento de promoção, suspensão de bonificação”. Segundo ele “qualquer medida de redução do salário está concentrada no governo federal, não pode ser proposto por estados e municípios.”

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