FUNCIONÁRIOS DA FURP GUARULHOS IRÃO A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA HOJE (01.10) PRESSIONAR OS DEPUTADOS.

FUNCIONARIOS DA FURP GUARULHOS IRÃO A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA HOJE (01.10) PRESSIONAR OS DEPUTADOS.

Os funcionários da Fundação para Remédio Popular (Furp) de Guarulhos, a maior fabricante pública de medicamentos do Brasil, irão hoje dia 1º/10, até a Assembleia Legislativa, na Capital, para conversar e pressionar os deputados sobre a possibilidade de não fechamento da fundação.

Segundo os representantes desses trabalhadores, o governador João Doria (PSDB) prepara um decreto para encerrar as atividades da Furp e a proposta deve ser enviada, ao legislativo estadual.

De acordo com integrantes da comissão que representa os funcionários da Furp em Guarulhos, o encerramento dos trabalhos da fundação, traria o desemprego a mais de 800 funcionários da unidade, além de mais de 500 empregos indiretos. A ideia de se reunir com os deputados estaduais, de acordo com estes funcionários é justamente sensibilizar os parlamentares sobre os efeitos negativos causados pelo possível fechamento da Furp. Alguns vereadores de Guarulhos irão acompanhar esta comissão.

Questionada a Secretaria Estadual de Saúde, informou que desde o início da atual administração Dória, existem estudos para a otimização da fabricação de remédios para a população, mas quanto ao encerramento das atividades da unidade de Guarulhos, não existem estudos neste sentido.

DEPUTADOS INSTAURARAM CPI POR IRREGULARIDADES.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar possíveis irregularidades na administração da fundação foi instaurada desde o mês de abril, os deputados estaduais têm questionado autoridades responsáveis pelas administrações anteriores da Furp com o objetivo de identificar os motivos da dívida que gira em torno dos R$ 100 milhões.

No mês passado, causou preocupação aos funcionários quando o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann, afirmou na CPI que a Furp poderia parar de fabricar remédios, caso ficasse comprovado que a fundação “dá grandes prejuízos ao Estado” não compensando sua fabricação. 

O nosso objetivo é parar de produzir medicamentos caso o relatório prove que a Furp dá prejuízo para o Estado na fabricação de remédios. Se isso vai levar ao fechamento da Furp é outro problema que temos que analisar, pois temos que considerar que existem mais mil trabalhadores nas duas fábricas e eles são funcionários públicos, têm estabilidade e têm que ser respeitados. Por isso vamos tratar tudo da forma mais transparente possível, afirmou Germann.

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