HOSPITAL TERÁ COMISSÃO PARA ACOMPANHAR TRANSIÇÃO.

Após definir o vencedor do processo de licitação para a gestão do Hospital Municipal Pimentas-Bonsucesso (HMPB), que durou quase 18 meses, a prefeitura trabalha o processo de transição entre a Associação Paulista para Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que está na administração daquela unidade hospitalar desde 2006, e o Instituto de Desenvolvimento de Gestão, Tecnologia e Pesquisa em Saúde e Assistência Social (IDGT). Esta ação conta também com a participação da sociedade civil, entre eles membros da Comissão de Saúde.

A principal meta da iniciativa dos representantes da sociedade civil é o o pagamento de salários e benefícios dos funcionários da SPDM, que estão em atraso. Diante deste cenário, houve nesta sexta-feira 10/01 um manifesto e também a realização de uma missa em virtude da situação que se encontra a administração daquele equipamento de saúde.

“Temos que lutar pelos funcionários. Eles não podem ficar sem pagamento. Uma vergonha não ter recebido todo pagamento. [Foi] aprovado [a criação de] uma comissão para acompanhar a transição no Hospital Pimentas-Bonsucesso. Teremos como representantes o Padre Bruno Otênio representando a pastoral da saúde e outros representantes da sociedade civil”, disse Rosália Tchiad, ex-conselheira do Conselho Municipal da Saúde (CMS).

Por conta do imbróglio envolvendo o processo de licitação, a prefeitura teve de prorrogar o convênio com a SPDM até o dia 1º de setembro de 2018. E sem solução, houve nova prorrogação até o dia 1º de fevereiro de 2019.

A ampliação pretendida pela adminitração municipal precisa do aval do governo federal, por meio do Ministério da Saúde, da liberação do montante de R$ 9 milhões. Contudo, a administração pública contratou a Proguaru por quase R$ 6 milhões para realizar esta obra em setembro do ano anterior e apesar desta contratação, as obras ainda não sairam do papel.

Para alguns moradores ouvidos pela reportagem do Guaru News, esta obra parece a reforma que a Proguaru iria fazer na Camara Municipal e agora uma empreiteira foi contratada pela Câmara para fazer a obra.

Estamos discrentes afirmou este morador que não quis se identificar, porque a gente esperava que o atual prefeito cumprisse as promessas que fez, mas acho que isto não vai acontecer.

Afinal porque ele iria fazer uma ampliação no Hospital se falta médicos, enfermeiros, medicamentos, macas e equipamentos hospitalares atualmente, isto seria apenas uma obra eleitoral.

“Essa missa que programamos teve o objetivo rezar por esses funcionários que estão sem receber seus pagamentos e de alguma forma chamar a atenção tanto da população quanto dos órgãos de administração para que possamos saber como será a transição da SPDM para a IDGT e como vai funcionar e para garantir os direitos legais”, explicou o padre Bruno Otênio, representante da pastoral da Saúde da Igreja Católica em Guarulhos.

Mesmo com o repasse mensal de R$ 7 milhões, a antiga gestora acumula inúmeras reclamações em relação ao pagamento de salários e benefícios dos funcionários daquela unidade hospitalar. Procurada, a SPDM e o governo municipal optaram por não se pronunciar sobre o assunto.

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