MEU AMIGO JOÃO.

Meu amigo João.

Todos devem ter um amigo João, tenho vários em minha vida, mas do João que vou falar ele era uma daquelas figurinhas carimbadas.

Jornalista, conta a história (e ele contava) que foi o primeiro correspondente do Estadão em Guarulhos, gostava de notícias policiais, amigo de todos, mas tinha uma coisa, ninguém queria ser seu inimigo porque o João não levava desaforo para casa.

Para se ter uma ideia, até a mãe deve fazia distinção, pois ele quando junto com os amigos, não perdia a oportunidade de perguntar para a mãe de qual filho ela mais gostava e ela falava que era do Antônio, porque ele era mais carinhoso, claro que tudo isto regado a uma grande brincadeira, porque o João era realmente ranheta.

Se alguém brigasse com um amigo do João logo ele tomava as dores e também passava a não “gostar” da pessoa, vai daí que o amigo fazia as pazes e aí estava tudo bem também com o João.

Ah, que tempo bom eu o Seu Oswaldo, o Seu Luiz, a Nívea, o Vendramini, o Carlos, o Décio e tantos outros, sempre contávamos a história do JP, as vezes conhecido também por pente fino, porque no DTI não passava nada, funcionário com ele tinha que ter orgulho de trabalhar na Prefeitura ou estava fora, ele teve e força, fibra e muito peito para colocar o DTI como um dos orgulhos do município.

João foi trabalhar comigo na Folha Metropolitana e aí pude compartilhar de sua vida e conhece-lo melhor, amigo que não importava a hora, precisando dele, lá estava o João e nunca reclamava.

Paschoal Thomeu eleito prefeito levou o João para o Departamento de Transportes da Prefeitura, local que para o leitor ter uma ideia, naquela época o motorista levava o carro para casa e no fim de semana, sabe-se lá para onde ia a viatura e lá foi o João cuidar do DTI e todos lá sabiam, pisou na bola está com a cabeça a prêmio, porque o João não alisava.

Bons tempos, até que um dia João morreu, aí sentimos todos a falta do amigo João.

Estou escrevendo porque ontem dia 02.03 João faria 81 anos se tivesse vivo e quero reverenciar a história do meu amigo João, aquele que era amigo fiel e foi um guarulhense notável, filho de Dona Rosa, irmão do Antônio e que eu sinto uma falta danada.

JP estamos aqui.

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