OMS PEDE PRECAUÇÕES A PAÍSES QUE PLANEJAM FLEXIBILIZAR CONFINAMENTO

O presidente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta sexta-feira (10) que a entidade está conversando com países afetados pela Covid-19 em forma de amenizar as restrições à movimentação.

De acordo com Tedros, os governos precisam levar em conta alguns fatores na flexibilização das medidas de confinamento. São eles:

– Controle da transmissão;

– Oferta suficiente de serviços médicos e de saúde pública;

– Minimização dos riscos de um novo surto;

– Medidas preventivas em locais essenciais, como escolas, locais de trabalho e outros;

– Controle dos riscos de importação do vírus;

– Participação ativa das comunidades.

O diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que neste momento, os governos precisam se preocupar em como fazer mais testes de um tipo específico, que é o teste PCR, que identifica a presença do vírus.

Outro tipo de teste, o de anticorpos, é importante saber para onde vai à pandemia, afirmou Ryan.

Maria Van Kerkhove, do programa de emergência da OMS, respondeu a uma pergunta sobre qual a porcentagem de casos de Covid-19 são graves. Ela fez uma ressalva a respeito de subgrupos, maiores de 60 anos de idade, ou os que têm pré-condições, por exemplo.

A maioria dos dados veio da china inicialmente, que sugeriu que 80% eram leves ou moderados, entre esses últimos, há pacientes com pneumonia que não precisam de hospitalização, mas já é algo significativo. 

Esses dados são os da China. Ela tem tentando atualizar. “Temos falado com clínicos e qual a proporção em países diferentes. Não há detalhes suficientes”.

O modelo que eles têm usado prevê que, no geral, a gravidade se divide da seguinte forma:

– 40% leves;

– 40% moderados;

– 15% crítico;

– 5% severo.

“É uma boa base para as projeções. Mas à medida que há novos dados, vamos modificar essas porcentagens”, afirmou Kerkhove.

Tedros disse também que a organização está preocupada com as infecções entre os profissionais de saúde, até 10% deles foram contaminados pelo Sars-Cov-2, disse o presidente da entidade. “É alarmante, e se eles estiverem em risco, todos estarão em risco”, afirmou. 

Há uma força tarefa da OMS para distribuir equipamentos de proteção para que os profissionais da saúde não estejam vulneráveis. 

Serão despachados:

– 100 milhões de máscaras médicas;

– 25 milhões de máscaras de outros tipos;

– 2,5 milhões de testes.

O custo dessa operação é estimado em US$ 280 milhões.  

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