OPERAÇÃO DA POLICIA FEDERAL EM GUARULHOS.

Nesta terça-feira 26/11, foi deflagrada pela Polícia Federal a segunda fase da Operação Cadeia Alimentar, que investiga fraudes no fornecimento de merenda escolar em aproximadamente 50 municípios do Estado de São Paulo entre os anos de 2013 e 2017.

Nos alvos da operação nesta terça-feira são três empresários, quatro lobistas, quatro servidores públicos, uma vereadora do litoral paulista, um procurador de município, três ex-prefeitos, dois secretários municipais e cinco ex-secretários de Prefeituras investigadas.

De acordo com a Polícia Federal, as ordens de busca são cumpridas em endereços residenciais e empresariais, além de três Prefeituras e uma Câmara de Vereadores no Estado.

Cerca de 240 agentes da Polícia Federal estão cumprindo 57 mandados de busca e apreensão, e 27 mandados de prisão em 27 cidades no Estado de São Paulo.

 A 4ª Vara da Justiça Federal de Ribeirão Preto que expediu os mandados e determinou o bloqueio ainda de R$ 2 bilhões dos investigados.

De acordo com o Ministério Público Federal a irregularidade nessa segunda fase da operação Cadeia Alimentar abrange contratos de 23 municípios paulistas: Americana, Barretos, Barueri, Cubatão, Franca, Guarujá, Guarulhos, Iperó, Itapetininga, Jandira, Jarinu, Limeira, Marília, Morro Agudo, Paulínia, Peruíbe, Pirassununga, Porangaba, Rio Claro, São Carlos, São Roque, São Vicente e Sorocaba.

O objetivo das medidas é a coleta de provas em dispositivos que contenha registro de diálogos dos investigados através de mensagens de aplicativos ou e-mails.

Os investigadores tem a expectativa de que as provas encontradas complementem as informações de dois delatores que prestaram depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, ambos são alvos da primeira fase da operação que ocorreu no mês de maio de 2018.

A Operação Cadeia Alimentar está investigando crimes de prática de organização criminosa, fraude em licitações, falsidade ideológica, corrupção e prevaricação relacionadas a um esquema capitaneado por um frigorífico de Brodowski no interior do Estado.

Os investigados de acordo com a Procuradoria direcionavam licitações para favorecer a empresa através do recebimento de propinas, em torno de 10% do valor dos contratos para o esquema.

De acordo com o Ministério Público Federal, os agora investigados utilizavam diversas fraudes como simulação de concorrência, o ajuste prévio de preços e inclusão de exigências técnicas em editais que tinham o objetivo de limitar a participação de outros concorrentes e assim facilitar o esquema. “Concluídos os processos de seleção, o frigorífico fornecia os produtos com superfaturamento ou, em alguns casos, sequer os entregava, embora recebesse os pagamentos referentes a eles”, ressaltou a Procuradoria em coletiva a imprensa.

Apesar de Guarulhos ser mencionada como cidade envolvida nesta Operação, não aparece na listagem de busca e aprensão o nome da cidade.

Esta é uma operação sigilosa, onde a Policia Federal não divulgou até o fechamento desta Edição os nomes dos envolvidos.

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